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Qualidade da água potável preocupa na Europa apesar de sistemas avançados de abastecimento

Contaminação de águas subterrâneas por fertilizantes, pesticidas e produtos químicos ameaça segurança hídrica no continente

Embora muitos países europeus sejam referência mundial em abastecimento de água potável, especialistas alertam para o avanço da contaminação das águas subterrâneas utilizadas no consumo da população.

Segundo dados recentes da União Europeia, mais de 20% das reservas subterrâneas de água do bloco estão em situação química considerada inadequada.

Águas subterrâneas apresentam substâncias acima do limite seguro

Os problemas estão relacionados à presença de substâncias tóxicas em níveis superiores aos considerados seguros, incluindo:

  • Mercúrio;
  • Cádmio;
  • Nitratos provenientes de fertilizantes agrícolas.

De acordo com estimativas, apenas o tratamento para remoção de nitratos gera um custo anual de cerca de 320 bilhões de euros para a União Europeia.

Países nórdicos lideram ranking de água segura

Apesar das ameaças ambientais, alguns países europeus seguem entre os mais bem avaliados do mundo em relação à qualidade da água potável.

Segundo o Índice de Desempenho Ambiental, Finlândia, Islândia, Noruega e Reino Unido possuem pontuação máxima em segurança da água para consumo humano.

Luxemburgo e República Tcheca enfrentam situação crítica

Por outro lado, alguns países apresentam índices elevados de contaminação das águas subterrâneas.

Em Luxemburgo, cerca de 79% das áreas mapeadas apresentam condições inadequadas de qualidade da água subterrânea.

Na República Tcheca, o percentual chega a 55%. Já Bélgica e Alemanha registram índices próximos de 40%.

PFAS e resíduos farmacêuticos estão entre os principais riscos

Especialistas apontam que os principais desafios atuais envolvem:

  • Uso de pesticidas;
  • Produtos químicos conhecidos como PFAS, chamados de “químicos eternos”;
  • Resíduos farmacêuticos descartados no meio ambiente.

Os PFAS são substâncias artificiais que podem permanecer por décadas na natureza e vêm sendo associados a impactos ambientais e possíveis riscos à saúde humana.

União Europeia monitora novas substâncias perigosas

Para tentar evitar agravamento do problema, a União Europeia passou a utilizar uma lista de monitoramento voltada à identificação de novas substâncias consideradas perigosas para a água potável.

O objetivo é acompanhar compostos capazes de afetar hormônios humanos e ampliar medidas de proteção para garantir a segurança da água consumida pela população nas próximas décadas.

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