Camaçari caminha para virar o “Vale do Silício” da América do Sul com chegada da BYD
A fábrica usa 100% de energia renovável, principalmente eólica, e já evitou a emissão de 470 toneladas de CO₂ — o mesmo que plantar 3.300 árvores.


A cidade de Camaçari está passando por uma grande transformação. A instalação da fábrica da montadora chinesa BYD, uma das maiores do mundo em carros elétricos, marca o início de uma nova fase para a economia local, com foco em tecnologia e energia limpa.
Nova era para a indústria
Conhecida por seu polo petroquímico, Camaçari agora aposta na inovação. A fábrica da BYD já está em operação e emprega cerca de 1.500 pessoas. Por enquanto, os veículos chegam parcialmente desmontados e são finalizados na unidade baiana. Até 2026, a produção será totalmente feita aqui, com mais peças nacionais.
Modelos como Dolphin Mini, King e Song Pro já estão sendo montados. A capacidade inicial é de 150 mil carros por ano, podendo dobrar para atender ao mercado brasileiro e latino-americano.
Tecnologia e sustentabilidade
A meta da empresa é transformar Camaçari em um verdadeiro “Vale do Silício da América do Sul”, voltado para carros elétricos e inovação. A fábrica usa 100% de energia renovável, principalmente eólica, e já evitou a emissão de 470 toneladas de CO₂ — o mesmo que plantar 3.300 árvores.
Outro destaque é o reaproveitamento de baterias, que podem ser usadas em sistemas de energia antes de irem para reciclagem. A BYD também instalou carregadores rápidos em concessionárias e oferece soluções solares, criando um ecossistema completo para a transição energética.
Mais empregos e oportunidades
A presença da BYD está movimentando o mercado de trabalho. 365 pessoas foram contratadas só em setembro, e há programas para incluir Pessoas com Deficiência em diferentes áreas. Além disso, trabalhadores locais estão recebendo treinamentos no Brasil e na China para se especializar em novas tecnologias.
Parcerias com fornecedores locais
Para aumentar a produção no país, a montadora busca parcerias com empresas brasileiras. A ideia é que, até 2027, mais da metade das peças usadas nos carros seja nacional. Fornecedores da Bahia e de outros estados já estão sendo selecionados para fazer parte dessa nova cadeia produtiva.



